Crónica da corrida de Santarém – Por: Duarte Justino

Viva a Tauromaquia! Viva Santarém! Viva Portugal!
Ganadarias – Murteira Grave ( lide a cavalo ) / Álvaro Nuñez ( lide a pé )
Cavaleiros – João Ribeiro Telles / Francisco Palha
Matador de Toiros – José Maria Manzanares
Grupos de Forcados – Santarém / Vila Franca de Xira
Dia de Camões é dia de festejar a liberdade, dia de festejar as nossas raízes, dia de festejar as nossas tradições.
A Tauromaquia é, impreterivelmente a arte mais nobre e castiça portuguesa e desta forma, a Monumental “ Celestino Graça” reabriu as suas portas para a última corrida da sua Feira do Ribatejo, tendo registado cerca de 3/4 de assistência.
Nesta tarde quente, do cartel faziam parte os Cavaleiros João Ribeiro Telles e Francisco Palha, que lidaram Toiros de Murteira Grave, no toureio de “montes” o Matador de Toiros José Maria Manzanares, tendo pela frente Toiros da Ganadaria de Álvaro Nuñez.
Na arte de pegar toiros, estepiveram em praça o Grupo de Forcados Amadores de Santarém e os Amadores de Vila Franca de Xira.
No que toca as lides a cavalo, abriu praça o Cavaleiro mais antigo de Alternativa, João Telles teve pela frente um primeiro de Murteira Grave que no geral não complicou. A ferragem da ordem sem grandes alardes, já na curta andou desenvolto e com bonitos ladeios tendo sido uma lide de menos a mais, deixou uma “rosa” de boa nota.
No segundo do seu lote, melhor apresentado e com um trapio irrepreensível, o cavaleiro da Torrinha esteve em grande plano. Se nos primeiros curtos esteve bem, com a estrela da sua quadra o “ Ilusionista”, esteve extraordinário! De praça à praça, a dar distâncias e a deixar-se ver, João cravou dois ferros ao píton contrário de cortar as respirações, tudo ao milímetro e a assistência de pé!
Francisco Palha, no seu primeiro da Herdade da Galeana que cedo procurou tábuas, o cavaleiro deixou um importante ferro comprido em sorte de gaiola! Meus amigos, o Toiro hesitante em sair da porta dos sustos, Francisco e a sua montada aguentaram no centro da arena e cravou um grande ferro!
Nos curtos andou acertado e deu a lide possível ao sonsote de Murteira Grave. No segundo da ordem, a história foi outra. Um Toiro que no meu entender teria dificuldades de locomoção e de visão, Francisco Palha esteve bem nos compridos e extraordinário na ferragem curtas. Sortes de poder a poder a um toiro que mesmo com as evidentes dificuldades se arrancava de qualquer terreno, “ Margaça “ cravou e rematou as sortes! Grande lide, é fantástico ver o desenrolar das lides de Francisco onde o risco, a emoção e a surpresa são uma constante.
Na arte de pegar toiros, pelos Amadores de Santarém, pegou o seu primeiro oponente António Queiroz e Melo ao primeiro intento e Manuel Ribeiro da Cunha consumou também à primeira tentativa.
Pelos Amadores de Vila Franca de Xira, Guilherme Dotti efectivou ao primeiro intento e Lucas Gonçalves fechou também a prestação do seu grupo à primeira tentativa.
No que ao toureio a pé concerne, Manzanares teve uma passagem discreta pela Monumental de Santarém.
No seu primeiro de Álvaro Nuñez, um toiro de escassas forças, o Matador abreviou (e bem) a sua faena, nem de capote nem de muleta, o toiro não levava nada dentro .
Já no segundo de seu lote, Manzanares pincelou umas bonitas verónicas rematadas de meia verónicas. De muleta, a um toiro que de “tanda” em “tanda” queria procurar tábuas, o Matador deixou bonitas séries de “derechazos”, por onde viria a incidir a sua faena, culminando em bonitos redondos terminados com passes de peito. Público com Manzanares e pinceladas artistas na Monumental Escalabitana. Passagem digna desta Figura do Toureio.
Tarde soleada, agradável e com apontamentos toureiros onde o se denotou um comportamento dispare dos Toiros.
Direção de corrida a cargo de Marco Cardoso, onde o critério de atribuição de música aos intervenientes foi quiçá algo reduzido.
Duarte Justino