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A atitude de António Prates e a mudança de ciclo no grupo da Vila

A noite da mudança de ciclo

A corrida de terça-feira noturna é carregada de simbolismo. É a noite de exaltação ao forcado vilafranquense. O grupo da Vila encerra-se com seis toiros. É um símbolo de identidade da corrida à portuguesa. A arte de pegar de toiros, a raça, o crer e a ambição que demonstra o forcado vilafranquense.

Este ano, a corrida teve um significado especial. É a noite da mudança de cabo no grupo de Vila Franca e a passagem de testemunho de Vasco Pereira a Rodrigo Dotti. É um fim de um ciclo e o início de outro. É, sobretudo, uma noite diferente.

A noite foi vivida e sentida de uma forma muito própria. Não se pode dizer que estivesse uma noite fria, mas corria, por momentos, uma certa brisa nos ares de Vila Franca. É o silêncio tumultuoso que se fez sentir na corrida, esse silêncio, é também um sinal de respeito. Vila Franca vive e respira afición, num ambiente onde a exigência perdura e onde cada momento é vivido com intensidade.


Os Veiga Teixeira

O curro de Veiga Teixeira estava bem apresentado, sério, imponente, a impor respeito. De comportamento, foi um encierro exigente. Destacou-se o toiro lidado em 5º lugar, de nome “Universal-945” com 545kg, merecedor de ovação no final, e volta à arena ao ganadero.


Os cavaleiros

João Salgueiro

João Salgueiro teve duas atuações distintas de conteúdo. No primeiro do lote, o cavaleiro teve de tirar partido da sua experiência para ultrapassar as dificuldades que o toiro impunha. Era um toiro exigente e que pedia contas e o cavaleiro esteve solvente e a demonstrar uma atitude determinada. No segundo, a atuação foi discreta.

João Moura Jr.

João Moura Jr. teve atuações de dissemelhante conteúdo. Frente ao primeiro, a atuação não passou de discreta. No segundo, o cavaleiro sentiu-se mais “a gosto” e praticou um toureio muito no seu estilo. Destaque para o 2º ferro curto.

António Prates — A atitude da noite

Foi de António Prates as atuações mais interessantes da noite. As atuações foram breves, mas a atitude e a determinação com que o cavaleiro encarou a noite é de louvar. Prescindiu dos seus bandarilheiros e adotou uma postura de um toureiro maduro. Frente ao terceiro da noite, o cavaleiro demonstrou muita sabedoria, com destaque para o 2º e 3º ferros curtos. No toiro que encerrou a noite, o cavaleiro esteve solvente nas suas formas.


O Grupo de Vila Franca

Nas pegas, o Grupo de Vila Franca exibiu-se a um nível de muita qualidade, numa noite nada fácil com uma corrida de Veiga Teixeira exigente e a pedir que as coisas fossem bem feitas. O novel cabo do grupo Rodrigo Dotti teve um papel primordial na consumação da 1º e 6º pegas da noite.

1.ª Pega — Rodrigo Andrade

Abriu, o forcado Rodrigo Andrade à 1ª tentativa, superiormente ajudado pelo novel cabo Rodrigo Dotti, teve um papel importante, na consumação da pega.

2.ª Pega — Lucas Gonçalves

A segunda pega esteve a cargo de Lucas Gonçalves consumada à 2ª tentativa. Na tentativa inicial, o forcado esteve enorme na cara do toiro, aguentando vários derrotes durante a viagem, sendo depois vencido pela “força” do toiro.

3.ª Pega — Vasco Pereira

Na terceira pega da noite, constitui um dos pontos altos da noite. Vasco Pereira consumou a sua derradeira pega como cabo do grupo à 1º TNT. Após a volta à arena, Vasco Pereira despe a jaqueta de cabo e entrega-a ao novel cabo Rodrigo Dotti, na presença da madrinha do grupo, Maria José Garcia.

4.ª Pega — Vasco Carvalho

Para a quarta pega, foi para a cara, Vasco Carvalho, consumou-a à 2ª tentativa, com grande coesão do grupo. Na tentativa inicial, o forcado ficou inanimado na arena após sofrer

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