Marco José despediu-se em corrida agradável no encerramento da temporada Eborense
A Arena D’ Évora abriu ontem as suas portas pela última vez na temporada 2025 para uma corrida que ficou marcada por ser a corrida de despedida do cavaleiro Marco José, que ontem se estreou nesta praça naquela que foi a sua última atuação.
Corrida agradável, com boas prestações dos intervenientes, que motivou uma boa adesão do público que preencheu cerca de três quartos da lotação do tauródromo eborense.
Lidaram-se nesta tarde quatro toiros de Fontembro e dois de Jorge Mendes (segundo e quinto da ordem), que substituíram dois da ganadaria anunciada, não tendo sido dada nenhuma explicação do motivo da substituição. De boa apresentação os de Fontembro e mais justos os de Jorge Mendes. De melhor comportamento os lidados em quinto e sexto lugar. O quarto esperava muito no momento do ferro e dificultou bastante a função.
Abriu praça o Maestro João Moura, que tem uma ligação especial com a afición de Évora. Lide de bom nível, marcada por uma série de ferros curtos de excelente execução, terminando a lide com um ferro de palmo de bom efeito. Boa atuação do Maestro Moura!
Marco José despediu-se com uma atuação digna. Irregular na ferragem comprida, realizou uma lide a ir a mais, destacando-se na fase final da atuação, montando o Girassol, cavalo que marcou a sua carreira. Terminou com dois violinos e um ferro de palmo que chegaram ao público.
No final da lide, Francisco Paulino, bandarilheiro da quadrilha de Marco José, cortou a coleta e despediu-se também das arenas.
Gilberto Filipe foi autor de uma lide alegre, variada nas sortes e que teve eco nas bancadas. Boas execuções das sortes e bons momentos de bregas ladeada, terminando a lide com dois violinos, o último dos quais com o cavalo sem cabeçada. Terminou a pedido do público com um ferro de palmo passando onde parecia não haver espaço.
Manuel Telles Bastos teve a difícil tarefa de dar lide ao mais complicado do curro, que esperava no momento do ferro e carregava depois das sortes. Após deixar com correção a ferragem comprida, sentiu bastantes dificuldades nos curtos. Teve de pisar terrenos de compromisso para deixar a ferragem, tendo que por tudo aquilo que o toiro não pôs. No final não deu volta.
João Salgueiro da Costa realizou uma boa lide. Destaque para a forma como abordou o toiro de frente. Boa série de ferros curtos e bons apontamentos de brega, aproveitando a colaboração do toiro que teve por diante.
Fechou a corrida António Prates, autor daquela que foi a lide mais redonda da tarde. Diante de um toiro voluntarioso, o jovem cavaleiro lidou-o do princípio fim. Nota bastante positiva para a forma como recebeu o toiro, dando importância à ferragem comprida. Nos curtos, esteve também em muito bom plano. Cravou bons ferros e levou a efeito bons momentos de brega, tanto na preparação dos ferros como nos remates das sortes.
No capítulo das pegas estiveram em praça os Forcados Amadores de Montemor e de Évora.
O grupo de Montemor teve uma tarde redonda. Joel Santos abriu praça, viu o toiro partir pronto e concretizou uma boa pega contando com boa ajuda do grupo. José Maria Pena Monteiro concretizou uma enorme pega à primeira tentativa ao terceiro da ordem, contando com uma extraordinária primeira ajuda do seu irmão António Pena Monteiro, cabo do grupo. José Maria Marques concretizou ao primeiro intento mais uma grande pega ao quinto toiro da ordem.
Pelos Amadores de Évora, Martim Lobo concretizou à quarta tentativa a pega ao segundo toiro da ordem. Grande pega a de João Cristóvão ao quarto toiro da ordem, levantando o público dos assentos. Fechou a corrida Henrique Burguete que consumou a pega ao quarto intento.
No inicio da corrida, respeitou-se um minuto de silêncio em memória de Rui Souto Barreiros.
Dirigiu a corrida António Santos, assessorado pela médico-veterinária Dra. Ana Gomes.
Tiago Correia