CRÓNICAS

Crónica de Amieira: Tristão Telles voltou a estar em destaque

A Praça de Toiros de Amieira abriu as suas portas como é tradição no sábado das suas festas para receber uma corrida de toiros que contou com um cartel com diversos motivos de interesse, o que motivou uma forte presença de público nas bancadas.

A corrida iniciou com um minuto de silêncio em memória do forcado Manuel Trindade, seguido de uma homenagem da empresa de José Charraz, com a entrega de lembranças a João Fortunato, cabo do Grupo de Forcados Amadores de São Manços, e a Pedro Trindade, pai do jovem forcado recentemente falecido.

Lidaram-se nesta tarde seis toiros de António Lampreia, bastante cumpridores de trapio, exceção feita para o quarto da ordem, de escassa presença. Quando ao comportamento destacaram-se positivamente terceiro e sexto da ordem, dois bons toiros, premiados ambos com volta ao ruedo aos representantes da ganadaria.

Luís Rouxinol teve uma tarde pautada pela regularidade, tentando dar a volta ao lote com menos opções. Cravou com solvência a ferragem da ordem em ambas as lides, chegando mais ao público no final da lide do segundo do seu lote, terminando a faena com um bom par de bandarilhas e um ferro de palmo.

Filipe Gonçalves é um cavaleiro que beneficia de grande popularidade nesta praça. Das suas atuações, destaque para a forma como lidou ambos os toiros, deixando bons apontamentos de brega e algumas cingidas piruetas no segundo do seu lote. Cravou alguns bons ferros, como é o caso do primeiro curto da segunda atuação, alternando outros menos cingidos. Teve o público do seu lado, sobretudo no final das lides adornando-se com um par de bandarilhas e ferros de palmo.

Tristão Ribeiro Telles está a realizar uma temporada marcada pela maturidade e pela entrega em cada tarde. Na Amieira foi feliz no sorteio. Em primeiro lugar enfrentou-se com um nobre Lampreia que lhe permitiu realizar uma boa lide, entrando de frente com o toiro e deixando uma série de ferros de nota elevada, alternada com excelentes momentos de braga. Excelente lide do mais jovem cavaleiro da dinastia Ribeiro Telles. Diante do último da ordem a atuação não foi tão redonda como a anterior. Destaque maior para os emotivos ladeios, aproveitando a transmissão do toiro para chegar com força às bancadas. A ferragem nem sempre resultou em pleno, destacando-se ainda assim o primeiro curto em que deu todas as vantagens ao toiro e o terceiro, ambos de grande efeito.

No capítulo das jaquetas de ramagens, pelos Amadores de São Manços abriu praça Martim Moreno que consumou com mérito à segunda tentativa. Diogo Capela não sentiu dificuldades e concretizou ao primeiro intento a pega ao quarto da ordem.

Pelo Real de Moura, Luís Branquinho concretizou uma boa pega ao primeiro intento ao segundo da ordem. Flávio Banha consumou à segunda tentativa a pega ao quinto toiro da função.

Os Amadores de Beja não tiveram uma tarde feliz na Amieira. Miguel Pavia só à terceira tentativa conseguiu concretizar a pega ao terceiro da ordem. Fechou a noite Nuno Barreto que concretizou à quinta tentativa uma pega em que a falta de coesão do grupo fez com que sentissem tantas dificuldades.

Dirigiu a corrida Domingos Jeremias, assessorado pelo médico-veterinário Dr. José Luís Cruz. No cornetim esteve Nuno Massano.

Tiago Correia

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